22 de janeiro de 2008
 
Jay Vaquer atrai fãs dos 8 (mesmo!) aos 20 anos

Antes de o carioca Jay Vaquer pisar no palco, já estava claro que o clima mudara no HPP: cerca de 50 fãs (meninas entre 15 e 20 anos, em sua maioria) se amontoavam em frente ao palco da Sala Baden Powell. Jay está de volta à independência: seu disco, Formidável mundo cão, lançado ano passado, foi o último de seu contrato com a EMI.

- Acho que sou um cara possível para o mercado. Considero meu trabalho comercial - diz ele, que tentou assistir ao show do Macaco Bong, mas não conseguiu. - As pessoas me viam e vinham falar comigo, tirar fotos. Não deu para ver o show.

O som de Jay é um pop-rock pesado, com guitarras citando os tons gélidos do nu-metal e vocais berrados e afinados. Nas letras, o cantor oscila entre temas tragicômicos, como Estrela de um céu nublado (que fala, sem meias palavras, sobre a avidez pela fama), e tons leves, como em Cotidiano de um casal feliz. Durante o show, Jay viu uma menina de uns 8 anos cantando todas as suas músicas. Em A falta que a falta faz, não teve dúvidas: puxou-a para o palco.

- Nem vi os pais dela. Só no palco soube que o nome dela era Bárbara - diz Jay, que, do HPP, destaca o trabalho do Manacá. - É uma banda que não se parece com ninguém, só com eles mesmos.

[ 22/01/2008 ]   02:01