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João Barone Especial para o JB Como fã de longa data do Police, sou um pouco suspeito para falar. Sei que algumas pessoas não aprovaram os novos arranjos, mas o tom mais baixo e uma certa lentidão das músicas não me incomodou. Sei que eles estão diferentes como músicos, mais tranqüilos e mais velhos. Cada um ali evoluiu de sua forma, procurando outras referências. Não dá para ser como eram em 1978, tocando como se o mundo fosse acabar. Gostei e saí satisfeito do Maracanã. Aliás, estou até agora emocionado com o que vi no sábado à noite. O clima estava bem legal, tanto no gramado quanto nos bastidores. A estrutura toda era muito boa, coisa de primeiro mundo. Fiquei muito surpreso com a qualidade do som. Com os modernos equipamentos que temos hoje para fazer um espetáculos desse porte, cai por terra aquele mito que não se consegue montar um show no Maracanã. Acho que quase todos escutaram muito bem o Police. Creio que o balanço geral é muito positivo e o sucesso do show abre portas para que se tragam outros grandes espetáculos para o Rio. Platéia no ponto para o Police Para mim, o show foi muito especial. Apesar de já conhecê-los - acompanhei o Copeland e Summers quando vieram ao Brasil, em 1987 - foi a primeira apresentação que vi do trio. Não estive naquele famoso show de 1982 no Maracanãzinho. Aliás, fui um dos muitos que não foram, diga-se. Se todas as pessoas que estão dizendo que foram estivessem lá mesmo, acho que teríamos mais gente no ginásio do que o total do público que foi ao Maracanã! Quando começou o show dos Paralamas, entramos um pouco nervosos. Havia muita dispersão na platéia, o palco era distante e a resposta do público demorou a chegar. Aos poucos, conquistamos a galera e saímos do palco com as pessoas pedindo bis. Foi bem legal. Nesse momento, o Copeland me encontrou do lado de fora e perguntou se a gente não iria voltar. Até o Police queria um bis. Em tom de brincadeira, disse que não voltaríamos para deixar a platéia quente para eles.
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